EU GOSTO DE JÓGOS #109 – CRÔNICAS DE FLIPERAMA VOL.4: MAIS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS!

EGJ109

Eu gosto de JÒÓÒÒÒÓÓÓÓGOS e marotagens! Ainda temos muitas histórias gâmers de jÓgos e diversão pra contar. Em mais um episódio de sagas fliperâmicas, lanhousísticas e locadoróicas, Ninja Inimigo, KillerAsus, Bode, Pombo, Juunin, LK6 e Ilapso contam mais histórias gâmers! Fiquem ligados pois em sofá de Lan House não se dorme. Não aposte contra um chupetinha, pense duas vezes antes de ser um dono de lan house e cuidado com o MÍSSIL DO AKUMA! E não se esqueça de nos procurar na VidiuGâmeslaive-RJ!

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39 Comentários to “EU GOSTO DE JÓGOS #109 – CRÔNICAS DE FLIPERAMA VOL.4: MAIS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS!”

  1. Denes says:

    aeeee

  2. Denes says:

    Moises ae eu comentando!!! ja baixou??!!

  3. Denes says:

    Uther seu safado nao vai baixar tambem nao?!

  4. Pô, perdi o prêmio F5…

    AÊEEEEEE galera da Pew Pew Games (que aliás, é totalmente nome de locadora / fliperama)!!!!

  5. Kuroman says:

    Só consigo ler a descrição do episódio com a voz do ninja inimigo.

    Tudo isso e muito mais depois dos e-mails.

  6. WestFallen says:

    Locadoróicas foi foda hein? haha Episódio foda pra caralho, tem tudo pra ser um cláááássico!

  7. Aliciador de lhamas says:

    Durante a segunda metade dos anos 90 fui um grande entusiasta e frequentador de fliperamas (locadoras também). Tinha dois colegas que também o eram. Jogávamos principalmente KOF e sempre que possível perambulávamos pela cidade em busca de novas máquinas e desafiantes. Em um certo dia do ano da graça de 1999, um desses colegas – o Pirikipow – chegou para gente durante o recreio do colégio e disparou:

    – Mermão, descolei um lugar maneiro com uma molecadinha fera em KOF.

    Como naquela época não possuíamos outras responsabilidades além da busca pelos mais fortes, aceitamos prontamente sem nos importarmos com maiores detalhes:

    – Fechou!

    Reunimo-nos às 13 horas de um sábado no terminal central e nos dirigimos ao famigerado Morro do Mocotó, uma comunidade aqui de Florianópolis. Éramos 3: eu, Pirikipow e Suserano Haplobionte; tínhamos 12, 16 e 14 anos respectivamente.

    Durante o percurso, Pirikipow não continha a empolgação:

    – A rapaziada lá é feroz. Deu brecha e eles te passam o trator. Além disso, não ficam com frescurinha de ficar pegando apenas Kyo, Iori, Terry e demais bonecos de amador. Lá é no random!

    Enquanto eu os observava em silêncio, Suserano Haplobionte expôs certa preocupação:

    – Tem certeza que a parada é sossegada? Sei não…

    – Qual é? Qual foi? Sou teu bruxo, não sou? Já te coloquei em alguma roubada?

    – Bem, não, é que…

    – Então relaxa que aqui é diretoria. Pode ficar tranquilo! – respondeu Pirikipow batendo com o punho cerrado no peito.

    Foi a primeira vez que fui a uma favela. Para um garoto criado empinando pipa no ventilador tal experiência se mostrava uma verdadeira expedição antropológica. No solo, barracos e casebres com suas madeiras e papelões oblíquos – e por que não dissimulados? -, esgoto escorrendo morro abaixo; no ar, a batalha das pipas com cerol enfumaçada pelo emaranhado dos fios de eletricidade decorrentes do jeitinho brasileiro. Enquanto passávamos, percebi alguns olhares desconfiados. Confesso hesitei. Em seguida pensei:

    – O Pirikipow sabe o que está fazendo. O que pode dar errado?

    Enfim chegamos ao local em que passaríamos as próximas 4 horas (e que apelidaríamos de Boteco do Black Kamen Rider, posto que o dono era um japonês negão). Era um bar caindo aos pedaços animado por uma roda de partido alto cuja música mantinha animada uma fauna bastante heterogênea de gente fina, elegante e sincera: idosos jogando dominó e tamborilando caixinhas de fósforo durante os lances, bicheiros fazendo a contabilidade da semana, mulheres e crianças dançando, falcãozinhos do tráfico correndo de um lado para o outro e indivíduos sorumbáticos que só queriam afogar as mágoas do ontem esperando inutilmente encontrar no álcool a esperança para o amanhã. O que nos interessava, entretanto, encontrava-se num canto escuro e úmido: a máquina de KOF '98 – que já então estava completamente cercada por pivetes os mais distintos.

    Pirikipow nos olhou de relance, estalou os dedos das mãos e exclamou:

    – Vamos cair para dentro!

    Embora os vários jogadores que lá estavam tenham se mostrado inicialmente ressabiados com a nossa chegada, tal atmosfera logo se dissipou. Afinal de contas, parafraseando aquele cantor que pegava um japa sem bunda, All You Need Is KOF. Seguiram-se confrontos memoráveis tarde a dentro, com muita zoeira e diversão entre os envolvidos – gurizada da comunidade de fato esculachava no KOF '98 – até que fomos interrompidos por uma voz no mínimo peculiar:

    – Oi lindinhos!

    O interlocutor que acabara de chegar era uma figura ímpar: uma bichinha por volta dos 14/15 anos, de calçãozinho Adidas verde limão estilo copa de 82 atochado na bunda, regatinha rosa baby-look e chinelo Kenner. Devo confessar que não estava psicologicamente preparado para isso. O Suserano Haplobionte que sempre foi um cara comedido não se conteve:

    – Que porra é essa?

    Tal comentário chamou a atenção do Rosquinha – o carinhoso vocativo do indivíduo – que se aproximou de nós e exclamou:

    – Hum… Nunca vi vocês por aqui… Mas me muito me agrada o que estou vendo…

    Em seguida, Rosquinha se dirigiu rebolando à máquina, assumiu o primeiro controle e escolheu Benimaru, Mature e Shingo(!?). Fiquei olhando a cena e questionei para mim mesmo:

    – Não faz sentido! Como um cara desses entra no recinto e não é devidamente zoado?

    O que se seguiu foi um verdadeiro massacre. O Pirikipow levou até perfect. Seria trágico se não fosse cômico. Isto pois o jeito como o Rosquinha se comportava durante as partidas era, digamos, singular. Ele se inclinava em direção à tela, ficando na pontinha dos pés e empinando a bundinha. Além disso, toda vez que acertava um golpe, ele dava gritinhos histéricos (à la Pluff na abertura do Podcast de Tanguinha). Quando o boneco dele apanhava, gritava:

    – Isso! Bate na bichinha! Bate! Bate!

    Quando ele ganhava um round, nos mandava beijinhos; quando perdia, chorava.

    Sério, caras, jamais esperaria encontrar um veadinho adolescente bipolar. Que dirá jogando KOF '98 em um ambiente insalubre daqueles.

    Em pouco mais de meia hora já havíamos perdido todas as nossas fichas para o Rosquinha. Desapontado, o Susserano Haplobionte se virou para mim e para o Pirikipow e disse:

    – Acabou a grana. O que acham de irmos embora? Daqui a pouco já vai escurecer.

    O Rosquinha – que estava jogando – ouviu de relance, largou o controle e se aproximou para sussurar, por trás, no ouvido do Pirikipow:

    – É o seguinte: se me der um beijinho, eu te pago três fichas; se me deixar dar uma patoladinha, pago 10!

    Pirikpow não titubeou e empurrou o Rosquinha que caiu de bruços no chão, provocando o espanto dos presentes. O silêncio que se fez era tal que o tecido da realidade se fez tangível. Não demorou para que o Biruleibe, um moleque da comunidade com quem fizemos amizade durante a tarde, chegasse em mim e no Susserano Haplobionte e comentasse:

    – Não é por nada não, mas o Rosquinha é filho do chefão do tráfico por aqui. Se essa história chegar nos ouvidos dele, cês vão estudar a geologia dos campos-santos…

    Chamamos o Pirikipow no canto e compartilhamos a informação. A expressão facial que ele fez até hoje é a minha definição pessoal da palavra medo. Enquanto Pirikipow ia em direção ao Rosquinha para ajudá-lo a se levantar, eu e Susserano Haplobionte saímos em disparada. Já estávamos alguns minutos do lado de fora quando ouvimos gargalhadas vindas do bar. Um minuto depois surge o Pirikpow amuado.

    Não o indagamos. Na verdade não falamos nada. Apenas iniciamos a descida do morro.

    Passados dez minutos, Pirikipow exclamou:

    – Sabe, o Rosquinha realmente esculacha com o Benimaru. Mas beija mal pra caralho!

    Anoiteceu. Seguimos em silêncio e nunca mais jogamos KOF.

    • Strafer says:

      Puta merda cara. Tá de parabéns, essa história tinha que estar na pagina principal do site! Épico!

      Falando nisso, podia ter uma seção no site sobre nossas desaventuras no mundo dos JÓgos e diversão. Tenho certeza que todo mundo tem pelo menos uma boa história pra contar. Tem que ver isso ai!

      • Strafer, essa sugestão me lembrou de "Lendas Lendárias", da revista Dragão Brasil. Os leitores enviavam histórias engraçadas que aconteciam nas mesas de RPG. Era uma das minhas seções favoritas.

    • Ilapso says:

      KRA, PARABÉNZA TODOZOZENVOLVIDOS!

    • Sputnik says:

      Pirikipow é um nickname do caralho, você escreve like a escritor de entretenimento (foda demais seu texto, sério), seu conto é o mais foda que eu já ouvi (li?) nesse cast, e bom… sinto pela integridade quanto a masculinidade de Pirikipow em seu dilema: ele tomou a atitude certa, muito embora fosse errado.

    • Senhor da Eternidade says:

      Genial, dava pra fazer um podcast inteiro só sobre esse comentário.

    • Bonidex says:

      O melhor comentário EVER do BFS.
      Prostro-me perante sua óbvia superioridade. Nada em minha vida foi tão épica quanto essa história.

  8. Cavaleiro Kong says:

    Hauahaiahuahua…
    Acho que esse comentário concorre ao maior da história do BFS.
    Mas é simplesmente… épico.

  9. Léo Moreira says:

    Leão de Judá neles !!



  10. Phellps says:

    Ilapso lembrou que eu estava na nova zelandia olha só! (fuso horário: 15 horas no futuro)

    Baixo frente soco: fazendo os ouvintes se sentirem amados desde sempre

  11. Leovader says:

    Meu pai tinha um boteco no começo dos ano 90 e ele tinha três máquinas de arcade alugadas lá. Quando o contrato encerrou, ele ficou com um saco gigante de fichas da empresa, o qual ele me deu.

    Eu usei essas fichas em todos os fliperamas que encontrava: desde o bairro, centro de SP e até em Itanhaém quando ia passar o ano novo. Imaginem um moleque viciado com um saco de fichas na mão? E tinha fichas de todo o tipo!

    Certa vez, quando o dono do fliperama do bairro estava puto com o prejuízo constante e enigma indecifrável das fichas que apareciam nas máquinas deles (eu comprava duas fichas e jogava vinte), eles começaram a pintar as fichas com esmalte rosa, com o objetivo de identificar se as fichas vendidas eram as mesmas encontradas dentro das máquinas.

    Eu caguei pra esse detalhe e continue meu jeito de ser, fodendo os donos de fliperamas com minhas fichas no bolso.

    Acontece que uma vez, quase terminando Tartarugas Ninjas com um amigo, o dono do fliperama do bairro me abordou com muito tato e calma e disse assim: "Aí alemão gordo FDP, deixa eu ver as fichas do seu bolso ae!". Eu, com muita fé no destino do ser humano, sabia que tinha umas duas fichas "oficiais" no bolso no meio de umas dez "piratas". Então, com muita confiança no taco, disse assim: "Tudo bem". Enfiei a mão no bolso e saiu uma ficha pirata, é claro. Pô… Eu tinha uns 3% de chance de me dar bem…

    Foi uma confusão do CARALHO no fliperama e só consegui ir embora quando meu pai foi lá acertar as contas. E acertar minha cabeça depois…

    Nem preciso falar que só voltei aos fliperamas quando comecei a trabalhar no começo dos meus 16 anos…

  12. Strafer says:

    Chacal, essa era minha parte favorita também, a primeira coisa que lia quando comprava a Dragão Brasil. Era muito engraçado as coisas bizarras que aconteciam. Nossa, de RPG é que iriam ter histórias mesmo! Por isso acho que seria uma boa algo do tipo no site.

  13. Pai Dalsin says:

    Eu gostaria de ter historias de fliperamas mas mais ou menos com meus 6 anos eu bati nos dois filhos do dono do bar da minha rua que tinha umas maquinas la. E nunca mais podi entrar denovo T.T

    Ps: A musa incentivando o portugues corretiu da rapaziada

  14. […] EU GOSTO DE JÓGOS #109 – CRÔNICAS DE FLIPERAMA VOL.4: MAIS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS! […]

  15. Capivara says:

    Episódio mais engraçado do Baixo Frente Soco até agora. Épico demais.

  16. Caramujs says:

    Cade A_Musa, caralho? Acostumaram mal!

    Na boa… esse LK6 tem maior jeito de caôzero, 90% do que falou cheirava a bullshit.

    E pra fechar o que muita gente pensa: O Sr. da Eternidade e o Mestre Splinter são o mesmo neguinho. Pode ver aí, quando um falta, os dois faltam.

    MUUUUUSA, de sinal da sua graça!

  17. Caralho esse episódio foi épico ! muito foda, ri por uns 10 minutos da surra de pau mole.

  18. sapulha_himself says:

    Tinha um fdp na locadora que eu freqüentava que vivia me batendo. Hoje o cara tÁ foragido da policia pq esquartejou um cara!
    Eu lembro que nessa locadora freqüentava uma menina que devia ter uns 14 anos, o miZerave do dono que devia ter uns 30 namorou com ela!

  19. Ouvindo a história do "tutoci", me lembrei que na locadora da cidade onde eu morava tinha um cara que era conhecido como "tatúch paurêich", por causa da incapacidade dele de pronunciar "cartucho dos Power Rangers"!

  20. Kassius Vargas Prest says:

    Pô Ilapso Porto dos Milagres era de pescadores, mas o pescador parrudo era da melhor de todas: Kubanacan! A única novela que me lembro que teve viagem no tempo! E bem feita!

  21. Kassius Vargas Prest says:

    Qual a música que começa em 1h9min40s ?

  22. […] EU GOSTO DE JÓGOS #109 – CRÔNICAS DE FLIPERAMA VOL.4: MAIS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS! […]

  23. […] Essa é uma das histórias mais marcantes que me aconteceram. Originalmente resolvi compartilhá-la por escrito na caixa de comentários  do episódio EU GOSTO DE JÓGOS #109 – CRÔNICAS DE FLIPERAMA VOL.4: MAIS HISTÓRIAS FANTÁSTICAS! […]

  24. Bonidex says:

    Esse foi o melhor EU GOSTO DE JOOOOOOOOOOOOOGOS até hoje!
    Eu sei que é comentário atrasado, mas sou ouvinte novo.
    Vocês são facilmente o melhor podcast de games do Brasil. Sabem do que falam e jogam porque gostam.
    Um abraço, black Onyx e sapinhOOOOOOOOOOOOOOO!

  25. LicantropFilantropo says:

    Legacy of Kain: Blood Omen. Soul Reaver era massa, mas aquela camera era UMA MEEEEEERDA! Tinha ódio dela!
    Surra de pau mole foi tenso!! DRITICAL DAMAGE!
    Por aqui as versões apelonas do Iori, da Leona e dos New Faces eram ou orochi ou bufante.
    Aqui tinhauma locadora num supermercado que tinha uma gata loira nela que eu só ia pra la por isso porque era caro pra caralho.

  26. Michel says:

    Me identifiquei com muita coisa, você falaram da POW games, eu também frequentei, você são de Duque de caxias?

    Meu pai era dono de locadora e vendia fitas pra todo mundo de duque de caxias. e idenfitiquei muito com o podcast.

    Espero poder participar de algum até hoje tenho dezenas de fitas e vidyas.

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